Outro dia tava fazendo o maior sol. Hoje já tá frio, não chega a ser chuva...Em um livro de qualidade duvidosa, porém com ótima capacidade de divertir, tinha algumas técnicas de como se evitar entrar no assunto "clima", já que é o assunto mais usado por quem não tem assunto pra falar. Aliás, nessa lista, dá pra botar aquelas perguntas retóricas com respostas prontas, do tipo: como vai a faculdade? como anda a família? anda trabalhando muito?
Pior do que isso talvez só aqueles malas de engarrafamento...aqueles que buzinam quando tudo pára...como se buzinar fosse resolver alguma coisa. Só serve mesmo pra dar dor de cabeça. Um daqueles médicos pop star de televisão que fala coisas sem muita importância um dia falou que a dor de cabeça é a falta de água no cérebro e a solução é beber água. Duvido. Se você ouve barulho alto e fica com dor de cabeça, que aconteceu? o barulho drenou a água? se som fizesse isso todos os problemas de enchentes e furacões do mundo estariam resolvidos: era só ligar música alta e drenar a água magicamente...
No último jogo da seleção brasileira de futebol masculino, quando Portugal fez o primeiro gol com 5 min de jogo (não tenho muita certeza desse tempo) vieram com a seguinte teoria: neste caso, das duas uma: ou leva goleada, ou faz goleada. Não deu outra. Incrível. De qualquer jeito, a seleção não me empolga. É só um monte de caras que tão à anos fora do Brasil (com honrosas exceções), tão nadando em dinheiro e no fundo não tão nem aí pro futebol mais. Sou mais meu Flamengo. Rumo ao hexa! Rumo ao bi mundial! Vasco rumo à segundona!
Interessante é como se encontram tremendas verdades quase filosóficas nos lugares mais improváveis. Ressuscitando Mamonas Assassinas, tem aquela música que diz que pombas tem uma bazuca anal com mira a laser. As pombas eu não sei e nem quero tirar a prova, mas os sabiás devem ter...tive a infeliz experiência com um desses na semana passada quando tentei postar aqui pela primeira vez. Os computadores pifaram. Na segunda tentativa, a internet caiu. Na terceira deu certo e aqui estou eu.
E fim de papo.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Mundo cão
E então ele disse pra mim:
- É assim que funciona: todos se matam tempo inteiro. Sabe aquele papo de amor? tudo baboseira. Aqui guerra nunca tem fim. Guerra também psicológica, o que é umas das piores formas de guerra. É tudo uma grande caçada, se prepare por que se tiverem chance, os outros passarão por cima de você sem preocupação e nem remorso. É a lei do mais forte, do mais esperto, daquele que tira de suas fraquezas a força para a destruição. Porque se não destruir, destruído será. Se não aguentar, destrua-se, vai ser sua melhor saída. Aqui as pessoas sofrem, aqui as pessoas morrem.
Ele estava do meu lado e continuou:
- Sofrimento é normal. Infelicidade é normal. Quem pode ser feliz com fome? Existem milhões com fome. Aliás, não adianta, seu sofrimento nunca acabará por ser normal e incurável. Sabe aquele papo de paz? tudo baboseira. Arme-se, combata incessantemente até que suas forças se acabem de vez. Quando este momento chegar, é a sua hora que chegou.
Ouvi tudo isto e resolvi ouvir outra voz que estava lá o tempo todo. Só precisei escolher dar atenção a voz certa.
"Quais são as palavras que eu mais quero repetir na vida?
Amor, paz, sorte.
Nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte."
- É assim que funciona: todos se matam tempo inteiro. Sabe aquele papo de amor? tudo baboseira. Aqui guerra nunca tem fim. Guerra também psicológica, o que é umas das piores formas de guerra. É tudo uma grande caçada, se prepare por que se tiverem chance, os outros passarão por cima de você sem preocupação e nem remorso. É a lei do mais forte, do mais esperto, daquele que tira de suas fraquezas a força para a destruição. Porque se não destruir, destruído será. Se não aguentar, destrua-se, vai ser sua melhor saída. Aqui as pessoas sofrem, aqui as pessoas morrem.
Ele estava do meu lado e continuou:
- Sofrimento é normal. Infelicidade é normal. Quem pode ser feliz com fome? Existem milhões com fome. Aliás, não adianta, seu sofrimento nunca acabará por ser normal e incurável. Sabe aquele papo de paz? tudo baboseira. Arme-se, combata incessantemente até que suas forças se acabem de vez. Quando este momento chegar, é a sua hora que chegou.
Ouvi tudo isto e resolvi ouvir outra voz que estava lá o tempo todo. Só precisei escolher dar atenção a voz certa.
"Quais são as palavras que eu mais quero repetir na vida?
Amor, paz, sorte.
Nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte."
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Sem título
Pra que título? títulos servem pra definir, e como todas as definições, servem pra limitar. Limitar, tonar o previsto previsível planejado cada vez mais controlado. Nada mais medíocre. Esse racional que tudo quer controlar mas nada consegue entender. Pra que entender?
Tentar controlar a fluidez é algo que não faz o menor sentido e nem o menor efeito prático. Como diz minha avó: de tanto apertar a água com as mãos, ela acaba saido por entre os dedos. A idade realmente traz sabedoria.
A paranóia do controle nos prende no nosso egoísmo, até o dia que a água escapa por entre os dedos e vemos que, afinal, o mundo não gira ao nosso redor. É aí que mora o maior problema para nós, humanos metidos a grandiosas criaturas, centros do universo. Daí vêm os títulos. As definições de coisas que, acima de tudo, são indefiníveis. Inexplicáveis. Apenas isso.
"Acho que o imperfeito não participa do passado"
Tentar controlar a fluidez é algo que não faz o menor sentido e nem o menor efeito prático. Como diz minha avó: de tanto apertar a água com as mãos, ela acaba saido por entre os dedos. A idade realmente traz sabedoria.
A paranóia do controle nos prende no nosso egoísmo, até o dia que a água escapa por entre os dedos e vemos que, afinal, o mundo não gira ao nosso redor. É aí que mora o maior problema para nós, humanos metidos a grandiosas criaturas, centros do universo. Daí vêm os títulos. As definições de coisas que, acima de tudo, são indefiníveis. Inexplicáveis. Apenas isso.
"Acho que o imperfeito não participa do passado"
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Frio
Descia lentamente a escada. Aquele som baixo e constante me acompanhando. Máquinas... Há uns quize metros da superfície (talvez menos, talvez mais, o que importa?), cheguei áquele piso de concreto frio, o mesmo concreto que cobria as paredes e o teto. Frio como o tempo lá fora. Frio como o meu estado de espírito.
Ao longe, uma criança chorava e fazia a mãe entrar em estado de desespero: depois de um dia de trabalho ainda tem que cuidar de criança fazendo birra. É a nossa sina, na verdade.
Fazia tempo que esta paz fria não me atingia. Esta deve ser a saciedade emocional que tanto falam e escrevem em livros de auto-ajuda de quinta categoria. Nunca li esses livros. Pra que? Caminhei um pouco, matei mais alguns desses mosntros internos que as vezes insistem em nos perseguir... Onde isso vai dar?
"Eu vi o amor nascer e ser assassinado"
Ao longe, uma criança chorava e fazia a mãe entrar em estado de desespero: depois de um dia de trabalho ainda tem que cuidar de criança fazendo birra. É a nossa sina, na verdade.
Fazia tempo que esta paz fria não me atingia. Esta deve ser a saciedade emocional que tanto falam e escrevem em livros de auto-ajuda de quinta categoria. Nunca li esses livros. Pra que? Caminhei um pouco, matei mais alguns desses mosntros internos que as vezes insistem em nos perseguir... Onde isso vai dar?
"Eu vi o amor nascer e ser assassinado"
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
O Tender, o Chester e os créditos

No meu segundo momento filosófico revelador, agora trago à tona mais alguns grandes mistérios da humanidade solucionados. Depois de finalmente revelar que a baunilha se trata de uma orquídea e que fogo não tem estado físico, agora dividirei com vocês, caros leitores, a verdade sobre o tender.
Tender, meus caros, se trata de presunto defumado. Simples assim. O Tender só aparece na época do natal, na verdade, por puro truque de marketing de empresas capitalistas que só querem seu dinheiro e pra isso te deixam o ano todo sem seu Tender, prq que você compre bastante no fim do ano. O mesmo que o Panettone.
Seguindo os grandes mistérios das ceias de natal, o que seria o Chester? Se trata dessa galinha aí em cima. Não exatamente, na verdade. O Gallus Gallus (nome científico da galinha aí em cima) foi modificado e patenteado pela Perdigão como Chester. Como definiu muito bem um nobre amigo, é uma galinha geneticamente modificada pras ceias de natal.
Depois disso tudo, dou os créditos aos caros amigos e amigas que levantaram essas questões tão importantes pras nossas vidas. E eu, quase como um oráculo, respondo as perguntas. Dando nomes: Alexandre, Vitor, Jefferson e outros (se eu esqueci de alguém, me desculpem.
" E todo mundo explica tudo,
como a luz acende
e como o avião pode voar"
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